Médicos não abrem mão da greve

MANAUS - O presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) Dr. Mario Vianna contesta todas os argumentos dos gestores municipais que através de recursos jurídicos impedem o direito legítimo da categoria fundamentado na Constituição Federal e Lei de Greve 7.783/1989.

"Não aceitamos o retrocesso no processo da democracia! O prefeito de Manaus, Arthur Neto e o Secretário Municipal de Saúde, Dr. Evandro Melo não cumpriram a pauta de reivindicação dos médicos e não aceitaram a negociação segmentada proposta pelo Simeam", disse o Dr. Mario Vianna.

Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos, neste final de semana, o Comando de Greve estará reunido para discutir as estratégias de ação e a assessoria jurídica da entidade, vai elaborar a Contestação e Agravo Regimental contra a decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), que declarou a suspensão da greve no âmbito municipal.

Hoje (19.10) a classe médica participa da tribuna popular "Projeto Jaraqui", às 10h, na Praça Heliodoro Balbi (Praça da Polícia), no centro de Manaus, com objetivo de discutir o cenário da saúde pública e mecanismos repressores da democracia.

Entre as principais reivindicações da categoria estão a regularização dos médicos concursados que trabalham 40 horas para cumprimento de 20 horas, de acordo com o edital do concurso, revisão do Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS), indicação de representantes do município para integrar a comissão de estudo do piso nacional, melhores condições de trabalho e segurança nas unidades de saúde.

Informações da assessoria 

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