Inverno amazônico chega mais cedo este ano

MANAUS - A pouco mais de duas semanas para o início do período chuvoso na região, os habitantes de Manaus podem considerar que o inverno amazônico já chegou à cidade. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em Manaus e o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), a previsão do tempo para os próximos dias é de chuva. A Defesa Civil de Manaus também se prepara para enfrentar chuvas intensas.

A previsão do Inmet para este sábado (19), domingo e segunda-feira é de tempo nublado com pancadas de chuvas isoladas. As chuvas têm mais chances de ocorrer nas zonas Sul - local mais afetado pelo temporal ocorrido em 30 de setembro - e Oeste.
O chefe da divisão de previsão do tempo do Inmet, Veríssimo de Assis, garantiu nesta sexta-feira (18) que não havia previsão de chuvas fortes para os próximos dois dias. Mas o Sipam não descartou a possibilidade, pois "estamos no período de transição entre a estação seca e a chuvosa, quando o tempo assume características de ambas as estações". É, também, um período em que ocorrem tempestades com descargas elétricas e rajadas intensas de vento. São eventos severos, com curto período de tempo de previsibilidade.

O período mais quente do ano na Amazônica compreende os meses de agosto, setembro e outubro, onde as precipitações são menos intensas. Mas neste ano, outubro já ultrapassou a quantidade de chuvas prevista para todo o mês: 113 milímetros (mm). “Em Manaus já choveu, só em outubro, 153,6 mm, acima do esperado para o mês inteiro", afirmou Assis.
Desastres
Para dar resposta mais rápida a eventos como o ocorrido no último dia 30 setembro, quando uma chuva de 114 mm deixou um rastro de desastre pela cidade, a Defesa Civil de Manaus planeja instalar pluviômetros em áreas estratégicas. A intenção é prever chuvas de grandes proporção através dos equipamentos, como disse o chefe da divisão de resposta do órgão, sargento Altacir Gomes. Atualmente a prefeitura só conta com informações do Sipam para prever grandes temporais. “Toda situação de emergência, onde as mais comuns são chuvas, é informada pelo Sipam, por e-mail”, disse Gomes.
A capital do Amazonas tem 2 milhões de habitantes distribuídos em 63 bairros, divididos em seis zonas. Para atender toda a cidade, a Defesa Civil do município tem apenas 32 funcionáris, entretanto, não há servidores especializados para atuar em situações de emergência. Nestes casos, o órgão conta com voluntários do Grupo Gavian da Amazônia (12 pessoas), Academia de Bombeiros Civis do Amazonas (12 agentes) e Grupo Sussuarana. Este último composto por 15 especialista em ocorrências na selva.

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