Preço de farinha e feijão baixam em Manaus

MANAUS - A redução do preço da farinha de mandioca e do feijão foi responsável pela desaceleração do custo da cesta básica em Manaus que caiu pelo quinto mês consecutivo. O conjunto dos 12 itens essenciais fechou setembro em R$ 304,33 e está R$ 18,76 mais barato nos últimos cinco meses. É o que aponta a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Manaus seguiu o comportamento nacional. Em 18 capitais analisadas, o preço caiu em 14. Mesmo com a redução, a capital do Amazonas passou da quarta para a terceira posição em setembro.
Dos 12 produtos pesquisados, seis caíram. “Já não é uma tendência. É uma consolidação do comportamento da cesta básica”, analisa o supervisor técnico do Escritório Regional do Dieese no Amazonas, Inaldo Seixas. 
A farinha, tradicional na alimentação do consumidor manauara, registrou queda no preço de 8,43%. É o terceiro mês consecutivo que o item ficou mais barato, refletindo a disponibilidade do produto no mercado, avalia o supervisor técnico do Escritório Regional do Dieese no Amazonas, Inaldo Seixas. “Está ligado ao aumento da oferta. Não há outra explicação”, afirma.
A farinha sofreu com um conjunto de fatores climáticos e também com a maior utilização no mercado internacional de outras commodities para compor a falta de grãos ou de rações. Isso aumentou a demanda que era normalmente das famílias e passou a ser do agronegócio. “Teve um aumento expressivo na demanda e a oferta não acompanhou”, reforça Seixas. Apesar de haver um indicativo de que começa a haver uma maior oferta no mercado, a farinha está 63,53% mais cara no ano e 134% nos últimos doze meses.
O feijão também forçou a redução do custo da cesta básica em Manaus, seguindo a tendência em 13 outras cidades. Na avaliação do Dieese, o produto vem sofrendo desaceleração por conta da oferta no mercado, principalmente, com a produção da terceira safra. Além disso, muitos consumidores reduziram o uso do feijão, que está 22,18% mais caro em 2013. Seixas cita a desoneração do Imposto de Importação como outra medida que favoreceu a queda no preço do grão. Em junho, o governo reduziu a alíquota para aumentar a oferta de feijão no mercado brasileiro e reduzir o preço do produto.
Já o tomate caiu 2,86% em setembro e já acumula retração de 14,26% no ano “O tomate era o vilão e agora é mocinho”, afirma Seixas.
Outros cinco itens tiveram aumento no preço. É o caso do açúcar, que subiu 4,22% no mês. Na avaliação do Dieese, o comportamento em Manaus é diferenciado e atípico, já que o açúcar ficou mais barato em 14 capitais. “É um desequilíbrio temporário do estoque do produto na cidade. Não tem outra explicação. Mostra que o Estado importou menos de outros Estados. Se tem menos oferta localmente, o produto aumenta de preço”, explica Seixas.

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