Alto Solimões em festa para comemorar resultados do manejo de lagos
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O projeto da pesca manejada tem mudado a realidade sócio econômica de centenas de famílias do município de Tonantins (Distante 865 em linha reta de Manaus), no Alto Solimões. O projeto, executado pelo Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Ciama), com financiamento do Bird, já apresenta números tão expressivos que foram motivo de Festa na cidade, no último final de semana.
Do total de 2.816 unidades liberadas pelo Ibama, em 2013, os pescadores capturaram 2.199 unidades, o equivalente a 120.807 kg, gerando uma renda de R$ 604.035,00 mil reais distribuídos entre as 621 famílias envolvidas no Projeto Manejo de Lagos, que abrange 31 comunidades da região, sendo 26 comunidades indígenas. Também foram comercializados peixes da espécie tambaqui. Somente em 2013 foram 18.420 toneladas e 2.832 unidades, rendendo R$ 110.520 mil.
As família estão satisfeitas com o resultado do projeto. Como exemplo, o cacique da Comunidade Jacapari Perpétua, Tomé Moraes, afirmou que com o lucro do manejo foi possível quitar o financiamento no valor de R$ 10.400, 00 realizado junto à Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), para subsidiar a aquisição de materiais de pesca. “Estou muito satisfeito”, afirmou.
Com os recursos financeiros alcançados através do manejo também foi possível fazer investimentos em reformas, aquisição de equipamentos eletroeletrônicos e motores-rabeta. Como é o caso da família do cacique de Nova Baixa Verde, Jorge Nascimento, que reformou toda a residência e adquiriu novos equipamentos como TV, aparelho de som e celular.
Mas além de mudar a realidade social e econômica, o projeto de manejo também vem contribuindo para mudar o cenário ambiental. A observação foi feita pelo pescador Aniceto, da Comunidade Espírito Santo das Panelas, que destacou que após o manejo, os lagos recuperaram os estoques de pesca. “Houve um grande aumento não só do pirarucu, como tambaqui e outras espécies que também habitam esse ambiente aquático”, disse.
Dona Lúcia, da comunidade de Caeté, acrescentou que também houve uma valorização do meio ambiente. “As pessoas passaram a jogar menos lixo nas margens dos rios e lagos. As pessoas passaram a respeitar mais o meio ambiente, com menos desmatamento, inclusive, porque sabemos que a preservação pode também nos trazer lucro e melhorar nossa qualidade de vida”, destacou.
